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Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 3 é bom até pra quem não gosta da série

Jogo não apresenta grandes novidades mecânicas em relação aos anteriores, mas encanta pelo visual

Renata Persicheto |

Reprodução
Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 3

Atenção, otakus: Existe mais um motivo para sorrir - a Namco Bandai anunciou para o início de 2013 o lançamento do novo Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 3 . Em evento recente, pude colocar as mãos no último título baseado no anime, que tem como cerne a reunião dos 5 hokages da série.

Tudo o que pudemos acompanhar foi a demonstração do game, que surpreendentemente - para mim - pareceu muito mais interessante que o próprio anime. Antes de tudo, farei uma introdução rápida apenas para situá-los na direção de meu ponto de vista: não gosto da série Naruto, e com propriedade, pois assisti a uma boa parte da saga e nada me fez mudar de ideia. Isto posto, digo com honestidade que fiquei genuinamente surpresa com meu interesse pelo jogo.


Ultimate Ninja Storm 3 será lançado para PlayStation 3 e Xbox 360 no primeiro trimestre de 2013, e continuará a história deixada por seu predecessor. No início da demonstração, você é Sarutobi, o Terceiro Hokage , ninja mais forte de sua vila que busca defender a população da raposa gigante de nove caudas Kurama. A batalha é emocionante, mas consiste apenas em ficar desviando, jogando shurikens e tentando dar pauladas no bicho, pulando de prédio em prédio e explorando bem, ainda que limitadamente, o cenário. Nesta parte, os traços japoneses do desenho tornam a obra mais bonita do que propriamente interessante.

Não há como negar que a produtora CyberConnect2 esteja fazendo um bom trabalho com os jogos da franquia. Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 3 retrata com louvor a essência do desenho, mesclando uma jogabilidade aceitável, gráficos excelentes e lúdicos e, a cereja do bolo, uma boa história. Ao final do primeiro combate, a equipe Ino-Shika-Chō se une à batalha demonstrando um tutorial de como invocá-los quando necessário. Se os controles são simples demais, o jogo vale pelos cenários e beleza dos ataques especiais (que não consegui executar, claro) possíveis na luta.

Ao término, uma cutscene mostra o destino da raposa e partimos para a segunda batalha, esta envolvendo Minato, o Quarto Hokage , e um misterioso mascarado, que possui um jutsu temporal. E no mesmo esquema do primeiro, este duelo é ainda mais cheio de artifícios e alegorias, dignos de replay só pra “curtir”. Aqui, o jogador é introduzido ao Chakra Dash , novo golpe especial que permite que o personagem corra sem levar dano. Outra novidade que deve fazer os fãs do jogo felizes é a constância do modo Awakening : se antes este era um pouco quebrado, agora poderá ser utilizado a qualquer momento, independente do nível de sua barra de Chakra.

A demonstração chega ao final - e me permitam a incoerência meio hiperbólica - com uma pretensão despretensiosa. A última cena, apesar de cheia de ação, não parece implorar para que os jogadores comprem o resto do game para descobrir sua continuação, não existem grandes apelações para demonstrar o potencial do jogo. Talvez tenha sido exatamente este desprendimento que tenha despertado meu interesse pelo jogo, ou talvez tenham sido as paisagens e a dinâmica do Chakra Dash, ou mesmo a falta de ter jogado o modo "versus" - a demo traz apenas lutas de chefes. O que quer que tenha sido, foi super efetivo na hora de decidir que vou, sim, dar mais uma chance aos ninjas e provavelmente jogarei Ultimate Ninja Storm 3 até o fim.


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