B9, nova publisher de games brasileira da Acigames, ainda é uma grande incógnita

Por Heitor de Paola |

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Empresa terá apoio de diferentes parceiros e se propõe "facilitar" o desenvolvimento de jogos mobile

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B9 Corp

Foi anunciado na tarde da última quinta-feira (24) o lançamento de uma publicadora nacional, a B9 Corp, que conta com apoio de parceiros como a Acigames e seu presidente, Moacyr Alves Jr.

A B9 é descrita em nota como "uma empresa de capital aberto que vem para investir na área de aplicativos e games do Brasil e para fora do Brasil." Apesar disso, ela não parece querer se focar apenas em investimento. É dito que ela pode ser vista também como uma facilitadora "que tem como objetivo reunir e formar equipes" para desenvolverem um projeto.

"O 'Time de Produção' encara um desafio, produz e desenvolve um game, do início ao fim, com apoio da publisher e um acompanhamento de um gestor de projetos. O produto final é compartilhado por todos, sendo efetuado seu lançamento em âmbito internacional, através da publicação em diversos países nas Apps Stores (Apple Store e Play Store [sic]), utilizando-se de uma estratégia de marketing desenvolvida e patrocinada pela publisher internacional parceira dos projetos, uma empresa com sede nos Estados Unidos, que no caso faz parte do grupo B9."

"A receita líquida recebida através de publicidade, vendas de apps ou vendas de moedas proprietárias de cada game, retorna para o “Time de Produção” em percentuais acordados em contrato, para que o mesmo possa partilhar entre os envolvidos no projeto. O restante irá para a manutenção da publisher B9 e verbas de marketing destinadas para cada novo projeto."

O site da DevDoo, empresa parceira, esclarece um pouco de onde se originam tais projetos. De acordo com um gráfico, na penúltima página do documento (cuja versão em inglês contém trechos de difícil leitura, como "Are carried out actions for dissemination and promotion of the game", que parecerem ter sido traduzidos pelo Google Translator), indivíduos enviam suas ideias para a DevDoo, para serem avaliadas primeiramente por uma equipe. Se ela passar dessa fase, ela é então avaliada pela comunidade "que determinar se sua ideia é legal".

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Gráfico mostra processo de desenvolvimento proposto pela publisher

Depois desse processo, "a melhor ideia da semana entra na fase de angariar recursos", oferecendo, por exemplo, propostas para micro-investidores ou criando uma campanha em sites de crowdfunding (a B9 tem como parceira a Kickante). Não fica claro se plataformas como o Kickstarter serão consideradas, já que a nota diz que a B9 usará apenas capital nacional.

O projeto indica se focar exclusivamente em plataformas mobile, ignorando ambientes como a PSN, por exemplo, que tem buscado ativamente desenvolvedores brasileiros e é uma opção viável hoje em dia. Nada é mencionada sobre os vários modos de publicação no PC também.

Apesar de nenhuma data ser mencionada, em nota é afirmado que a B9 já está "com praticamente 3 projetos aprovados para investimento e um deles já com um famoso jogador de volei (sic) brasileiro e vamos começar agora no final de janeiro a investir na Startup Makers da Campus Party em mais empresas".

Haverá um debate sobre a B9, com o intuito de esclarecer dúvidas sobre a publicadora, na Campus Party 2014. Ele ocorrerá no Palco Stadium de Games, no dia 28 de janeiro, das 10h às 11h. Dito isso, o Arena entrou em contato com Mario Aguilar, diretor da Acigames, que se propôs a esclarecer as dúvidas levantadas pelo anúncio da companhia. A entrevista deve ser publicada na próxima semana.

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