Análise - Cavaleiros do Zodíaco: A Batalha do Santuário

Ralo e repetitivo, título só cumpre o papel de mostrar que temos outras coisas mais divertidas para fazer

Caio Corraini | - Atualizada às

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Os Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário

Nostalgia é um sentimento complicado. As coisas que você curtiu ontem podem não ser tão divertidas hoje, mas são poucos os que realmente admitem tal fato. As pessoas se retraem à mínima possibilidade de que, por ventura, sua infância não tenha sido assim tão sensacional quanto pensavam.

Faço uso desta introdução para definir minha relação com Cavaleiros do Zodíaco . Comprei bonecos, chicletes, camisetas, LPs, qualquer maldita coisa que fizesse menção ao desenho que assistia religiosamente todos os dias. Eu realmente amava a coisa toda.

Mas o tempo passou, fui introduzido a outras animações japonesas e, sem muito alarde, os garotos de armadura se tornaram apenas uma memória bacana da semana passada.

Em 2011, a obra de Masami Kurumada completou 25 anos e aproveitando essas bodas de prata, foi lançado no Japão Saint Seiya Senki , um título no estilo musou localizado na saga do Santuário, a mais icônica do anime e mangá - e que foi reprisada mais vezes na TV.

Neste ano, após atrasos e uma grande novela envolvendo a possível dublagem do game em português - que não se concretizou -, Cavaleiros do Zodíaco: A Batalha do Santuário chegou ao Brasil, exclusivamente para o PlayStation 3 . As expectativas estavam baixas, apesar de olhar com interesse a mudança de estilo de jogo, já que o último contato virtual com os cavaleiros de Atena havia acontecido num game de luta no PlayStation 2 .

Pois bem, após infinitos Cometas de Pégaso e Ondas Relâmpago , posso resumir o game em apenas uma palavra: repetição. Tediosa e irritante repetição.

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Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário

No início, encarnar seu cavaleiro favorito é divertido e, de certo modo, gratificante. A diferença na jogabilidade entre os mais variados personagens é visível, com alteração de velocidade, peso, poder, alcance dos golpes e, consequentemente, das táticas utilizadas.

Entretanto, ultrapassada esta primeira boa impressão, nada mais muda. No percurso entre uma casa e outra dos Cavaleiros de Ouro , surgem inúmeros inimigos menores que são esmagados com facilidade, oferecendo um desafio nulo e descerebrado.

As batalhas contra os donos das armaduras douradas, desenvolvidos de maneira a alcançarem um ápice de emoção e evolução tática, não passam de sequências de esquivas e golpes encaixados após a memorização de seus padrões de movimentos. Não há variação, não há inovação, não há sequer um envolvimento afetivo com a campanha para salvar a vida de Saori , já que tudo aquilo faz parte do passado comum do público que irá consumir tal obra. Convenhamos, não há muitas reviravoltas e/ou adrenalina em uma novela do Vale a Pena Ver de Novo .

Sendo um game voltado para os fãs, Cavaleiros do Zodíaco: A Batalha do Santuário falha ao menosprezar os jogadores com um conteúdo ralo e que não adiciona praticamente nada ao universo desenvolvido por Masami Kurumada. Uma alegoria interativa onde não foi evidenciada a diversão, mas apenas o potencial comercial para os que, como eu, já fizeram a vida dos pais um inferno ao ver Seiya e seus amigos estampados na capa de qualquer coisa.

Nota: 2 de 5

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