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Dust: An Elysian Tail

Um conto repleto de personalidade que demonstra a força de vontade de um único artista

Caio Corraini |

Reprodução
Dust: An Elysian Tail

Em uma indústria que faz girar bilhões de dólares anualmente e franquias que empregam centenas de funcionários em enormes estúdios, Dust: An Elysian Tail pode ser considerado um belo e infeliz animal em extinção. Fruto do talento e visão de um único artista, o título esbanja carisma e pode ser considerado o destaque deste Summer of Arcade .

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Lançado exclusivamente para Xbox 360 , o game foi todo desenvolvido pelo animador Dean Dodrill , com exceção da trilha sonora que ficou por conta do Hyper Duck Studios . Tal particularidade se reflete na obra, que ao mesmo tempo consegue ser singular e lhe permite identificar as inúmeras fontes de inspiração que foram utilizadas em sua concepção.

Dust pode ser resumido como a união de Castlevania , Devil May Cry e My Little Pony , por mais que isso não faça muito sentido em um primeiro momento.

O jogo traz uma ação em duas dimensões cujo desafio é muito mais centrado no combate do que necessariamente na movimentação pelo cenário e plataformas. Aqui entra a parcela de Dante , já que as combinações e a maneira com que se utiliza as habilidades do personagem são bem próximas às do jogo da Capcom .

É extremamente gratificante brutalizar os inimigos em ataques rápidos e cheios de efeitos, perfeitos para mostrar aos amigos com aquela expressão de "sou muito bom nisso" no rosto. Mas o que realmente chama a atenção nos embates é a facilidade com que tudo flui. Aos poucos é possível explorar as mais diferentes formas de eliminar tudo na tela, unindo os combos aéreos com os oponentes em solo, dominando tudo e todos sendo apenas criativo na hora de apertar os botões.

Bebendo da fonte de Castlevania, temos o mapa contínuo e que é liberado aos poucos, conforme você consegue itens e habilidades que lhe darão acesso a partes antes bloqueadas do cenário. Nos vilarejos é possível conversar com as pessoas e abrir quests que lhe garantirão mais experiência. Dust possui também um toque de RPGs, com sistema de níveis e habilidades que podem ser evoluídas conforme o acumulo de XP.

Por fim, My Little Pony. No que é denominado como "kawaii" pelos japoneses, Dust: An Elysian Tail tem um visual realmente "fofo". Apesar da temática séria em determinados pontos do roteiro, o game quase sempre pende para o lado da comédia em seus diálogos. A dublagem dos personagens é muito bem realizada e auxilia na criação deste clima agradável que permeia durante a jogatina.

Apesar do enredo genérico - protagonista sem memória que aparenta ser alguém extremamente importante naquele universo e que vai em busca de sua história ao mesmo tempo em que livra do mal as pessoas em seu caminho -, o jogo lhe incita a seguir em frente graças aos poderes inéditos a serem destravados, o que lhe garante uma renovação constante.

Dust: An Elysian Tail utiliza sua simplicidade para cativar e surpreender o jogador, oferecendo uma experiência divertida e despretensiosa que poderia ter saído das mãos de qualquer grande estúdio que conhecemos, mas merece mérito por ser fruto de apenas uma alma criativa.

Nota: 4 de 5

Dust: An Elysian Tail
Desenvolvido pela Humble Hearts (Dean Dodrill)
Distribuído pela Microsoft Studios
Disponível para Xbox 360 por US$ 15 

Leia tudo sobre: X360

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