"Jogos gratuitos são o MP3 da indústria", diz CEO da Addmired

Na D.I.C.E. Summit, Gabriel Leydon afirmou que o free-to-play irá destruir todos os outros modelos de negócio

Redação Arena | 10/02/2012 12:54

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Jogos gratuitos, ou free-to-play, são uma força que não pode ser negada na indústria atual de games. Adquiridos sem nenhum custo, os desenvolvedores obtêm lucro através de microtransações que oferecem benefícios dentro do jogo, como novos itens, fases e personagens.

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Em sua apresentação na D.I.C.E. Summit de 2012, o CEO da empresa Addmired, Gabriel Leydon, disse enxergar esse crescimento como uma resposta ao mercado de consoles e sua faixa de preço fixa. Leydon explica que, especialmente com o valor elevado pedido por jogos novos, o risco está nas mãos do consumidor, que não tem como saber se aquilo que ele irá adquirir é de qualidade. No modelo free-to-play, esse risco passar a ser dos desenvolvedores:

“O consumidor não paga nada para testar o jogo. Eu quero que o consumidor jogue por meses sem pagar. Jogos bons e gratuitos encorajam os jogadores a ficarem e é nisso que está a longevidade (dos jogos). O risco é transferido do consumidor ao desenvolvedor”, afirmou. Apesar disso, o executivo reconhece que é muitas vezes difícil chamar a atenção do jogador para que ele se interesse em testar um novo título. “O modelo para adquirir jogadores é insanamente complicado. A maioria dos nossos jogadores não jogam uma segunda vez. Mas o resto fica e joga, e se eles ficarem por tempo o bastante nós podemos manter um negócio.”

Foto: Divulgação

Team Fortress 2 é um exemplo de um game que se tornou ainda mais popular ao adotar o modelo free-to-play

Leydon também fala da aversão causada a alguns jogadores quando estúdios e distribuidoras criam meios que diminuam a possibilidade de compra de jogos usados. Ele também faz referência aos boatos que dizem que a próxima geração poderá implementar medidas que permitirão que apenas títulos novos rodem em seu sistema. “O risco de um online pass, consoles que não podem rodar jogos usados, DLC e todas essas coisas, depois de eu ter pago US$ 70... Por que eu faria isso? Eu posso jogar um monte de jogos bons que são gratuitos”, disse.

Existem aqueles que enxergam como sendo impossível uma dominação completa de jogos free-to-play devido à qualidade, pois veem os consoles como sendo capazes de oferecer mais do que os títulos gratuitos. Leydon não enxerga isso como verdade, traçando um comparativo com a indústria da música e a mudança de suas mídias. Houve aqueles que defenderam a permanência dos vinis, afirmando que esses possuem áudio de melhor qualidade, quando os CDs chegaram ao mercado. O mesmo ocorreu com a introdução do MP3.

“Free-to-play é o MP3 da indústria dos videogames e ele irá destruir todos os outros modelos de negócio.”

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