RIFT chega traduzido no Brasil até o final do ano

Divulgação

Caio Corraini
24.02.2011

É mais fácil catalogar todos os pokémons existentes no mundo dos games – seja lá quantos forem agora, parei de contar nos 151 – do que conseguir acompanhar fielmente o crescimento do mercado dos MMOs. Nascida exatamente desta comunidade online, a WeallPlay, mais nova publisher do mercado nacional, dá seus primeiros passos e anuncia o lançamento brasileiro (e totalmente traduzido) de RIFT, um dos grandes títulos online deste ano.

O Arena Turbo bateu um papo com os dois idealizadores deste projeto, Ignacio Moura de Alencar e Alejandro González Pano, para conhecer um pouco mais sobre o título e o que aguardar da empresa para os próximos meses.

RIFT oficialmente no Brasil

Cotado como um dos MMOs mais aguardados de 2011, junto com Guild Wars 2 e Star Wars: The Old Republic, RIFT está sendo desenvolvido já há quatro anos e traz um enredo sombrio de fantasia e destruição.

O título será lançado mundialmente no dia 1 de março, mas a WeallPlay ainda não dá certeza se ele já estará disponível para a compra também no Brasil. Entretanto, o game já possui preço fixado para ambas as versões. A edição normal sai por R$ 99 – com a primeira mensalidade já incluída – e a edição de colecionador por R$ 110, contando com alguns itens especiais, além da garantia dos primeiros 30 dias de jogatina.

Um aspecto que diferencia RIFT da maior parte dos títulos disponíveis no mercado nacional é o modelo de negócio onde existe a cobrança de mensalidade, popularmente conhecido como Pay to Play (P2P). Para tentar quebrar a resistência do brasileiro com este modelo de negócio, a empresa busca parcerias para talvez unir a cobrança do game com outros tipos de serviço que as pessoas já possuam, como a própria banda larga.

Sobre as mensalidades, ainda não existe um custo estabelecido, mas o objetivo é "deixar num valor abaixo da do WoW", que atualmente é de US$ 15 (equivalente a cerca de R$ 25).

Em um primeiro momento, a versão comercializada será a internacional, entretanto a localização do jogo para o português já está sendo realizada. Será um processo longo – são mais de 2.830.000 palavras para traduzir –, sendo previsto para terminar até o final do ano. Ações de divulgação e a promoção de campeonatos serão iniciados após o mês de abril.

Telara corre perigo

A ação ocorre em Telara, em uma realidade onde os rifts (fendas, no inglês) quebram o equilíbrio e abrem portas para que a as terras sofram com a invasão das forças da escuridão. Neste panorama, duas facções – Guardian e Defiant – possuem a responsabilidade de defender o mundo, enquanto batalham também entre si.

"O maior trunfo de RIFT é ter pego tudo o que fez sucesso nos outros MMOs e atualizado, priorizando aspectos que aumentam a qualidade de cada uma destas características", fala Alencar.

Um dos exemplos citados por ele, foi o sistema de guerra, Realm vs. Realm (RvR), popularizado com Warhammer Online. "Você podia tomar uma capital do inimigo e simplesmente se estabelecer por lá, desafiando-o a tomá-la de volta. O diferencial em RIFT é que, além dos jogadores, a população do lugar também se mobiliza, portanto você também recebe a ajuda dos NPCs para defender sua terra", afirma Alencar.

Sobre a WeallPlay

A empresa nasceu devido o contato direto com o mercado que os dois possuíam ao gerenciar um dos maiores sites sobre o assunto do País. "Nós começamos o trabalho com o ArenaMMO, que atualmente é a maior comunidade de games online do Brasil, e conforme fomos evoluindo, algumas produtoras de jogos entraram em contato profissionalmente conosco, dando a motivação para que finalmente viéssemos a trabalhar como uma publisher", disse Alencar.

Este envolvimento direto com os jogadores e entusiastas do estilo, fez com que ambos repensassem o modelo de negócios escolhido pelas empresas nacionais e visassem uma atitude diferente para o mercado. "A comunidade vê com maus olhos as publishers que temos aqui, justamente por tentarem sempre enfiar goela abaixo qualquer título ao invés de correr atrás do que os jogadores realmente querem. Então estamos tentando fazer justamente o contrário, porque MMO é uma coisa muito peculiar. Se você não dá ouvidos ao público, ele tende a morrer", afirma Alencar.

Segundo Pano, o objetivo não é competir com as empresas já estabelecidas por aqui como a Level-Up, Gala-Net, entre outras. A WeallPlay almeja criar um sistema de distribuição de jogos semelhante ao Steam, da Valve, mas específico para os MMOs. "Criar uma porta para os jogos internacionais, mas também abrir espaço e valorizar as produções nacionais, reunindo todo mundo em um mesmo lugar".

A ideologia de "Robin Hood" é interessante, principalmente se a evidenciação de produtos nacionais estiver como prioridade, mas a empresa terá de enfrentar inúmeros problemas até sua consolidação. A prática de cobrança de mensalidades não é popular no Brasil e, mesmo com os 40 mil assinantes registrados de WoW por aqui (número estimado), uma franquia nova dificilmente irá angariar tantas pessoas rapidamente.

Mas a WeallPlay conta com o apoio da Trion, principalmente pelo interesse da empresa em tentar conquistar o mercado brasileiro antes da vinda oficial da Blizzard para o País. "Ela [a Trion] ficou realmente interessada por conta dos planos da Blizzard no Brasil. Já que o objetivo do RIFT é bater de frente com World of Warcraft, um dos mercados mais importantes era o nosso", revela Alencar.

Além de RIFT, outros títulos já confirmados pela WeallPlay são Godswar, Lords Online e Perpetuum.

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